23 de outubro de 2009

cigarro.

Enquanto alguns partem corações, outros têm o coração partido. Alguns morrem e os que ficam aguardam um impossível consolo. Ao mesmo tempo que não somos entendidos por ninguém, outros estão amargos de tanto entender, perceber o imenso egoísmo humano, a falsidade e a desmedida luxúria.

Durmamos, no mesmo instante outros compensam trabalhando sem parar. Acordaremos cansados e automaticamente viveremos outro dia. Ao piscar, olhamos o relógio. Já é noite, deitaremos. A mente divagará nas lembranças do compromisso de amanhã, na festa do próximo sábado, nos etc. do dia. E recordamos de novo, temos mesmo que dormir.

Encerraremos mais um de nossos noturnos olhares pensantes,
a cama nos abraça e o travesseiro,
tão pedinte para ser mais usado, conforta.

É tarde. Ciclo vicioso...
Quero tanto largar esse cigarro,
que me deixe em paz, por favor.

23/10/10, 23:30